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6 mudanças da Reforma Tributária e como se preparar

Você sabe o que esperar do novo regime tributário? Entenda os novos impostos e descubra como se preparar para a Reforma Tributária.

14 min

A Reforma Tributária vem mudando a forma como os impostos sobre o consumo funcionam no Brasil. A transição da reforma tributária começou em 2026 e será gradual até 2033, dando tempo para os comércios se adaptarem.

Mas ainda temos muito chão pela frente. Segundo um levantamento feito pela V360, apenas 28,1% das empresas já têm algum plano estruturado para fazer essa adaptação ao novo regime tributário.

Se você tem um pequeno comércio, este guia vai te ajudar a entender de fato o que muda com a Reforma Tributária e descobrir como se preparar da melhor forma para o que ainda está por vir. 

Que tal se preparar para a Reforma Tributária com segurança? Conheça o Nex e simplifique a emissão de notas fiscais com suporte especializado e tudo integrado à rotina da sua loja.

O que é Reforma Tributária e por que ela foi criada?

A Reforma Tributária é a mudança no sistema de cobrança de impostos sobre o consumo no Brasil. A proposta é simplificar e reduzir a burocracia, tanto para quem vende, quanto para quem compra.

A mudança nasceu após muitos debates sobre a complexidade do sistema tributário brasileiro. A ideia é modernizar o formato da arrecadação, aumentar a transparência e tornar o ambiente de negócios mais eficiente do que antes.

Na prática, a nova Reforma Tributária será feita de forma gradual para o novo modelo. Assim, os negócios têm tempo para adaptar os processos, documentos fiscais e sistemas de gestão a essa nova realidade.

O que muda com a Reforma Tributária?

A Reforma Tributária traz mudanças importantes no sistema tributário brasileiro. A seguir, confira 6 pontos principais que vão ajudar você a entender, de fato, o que muda com a reforma tributária. 

1. Unificação dos tributos em novos impostos

Detalhes de cédulas de cem, vinte e cinco reais sobrepostas.

Hoje, a cobrança sobre o consumo envolve cinco tributos diferentes, como ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI, cada um com regras e particularidades próprias.

Com a nova Reforma Tributária, esse modelo vem sendo reorganizado: 

  • O IBS vai substituir ICMS e ISS

  • A CBS vai substituir PIS e Cofins

IBS e CBS formam o que chamamos de IVA Dual, que é o novo modelo de tributação sobre o consumo. Na prática, a proposta é reduzir a confusão e a burocracia, deixando a tributação mais simples e transparente. 

Além disso, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) terá alíquota geral reduzida a zero para a maioria dos produtos no Brasil. Isso significa uma concorrência mais equilibrada e preços mais limpos e transparentes para o consumidor final.

2. Fim do imposto sobre imposto

Hoje, um dos problemas do sistema que está sendo deixado para trás é o efeito cascata: o famoso imposto sobre imposto. 

Ele acontece quando o governo cobra um tributo calculando o valor em cima de um preço que já tem outro imposto escondido dentro dele. Esse efeito bola de neve faz o preço final do produto subir muito, acumulando custos fiscais que quem compra paga sem ver de forma clara.

Com a nova Reforma Tributária, a proposta é eliminar essa cumulatividade. O imposto pago na compra de mercadorias ou insumos gera um crédito para a empresa na etapa seguinte da cadeia.

Assim, na venda, a empresa pode descontar o crédito referente ao tributo já pago e recolher imposto apenas sobre o valor que agregou ao produto ou serviço. 

3. Criação do Imposto Seletivo

O Imposto Seletivo (IS), conhecido como “imposto do pecado”, foi criado pela Reforma Tributária para desestimular o consumo de produtos que prejudicam a saúde ou o meio ambiente.

A cobrança já começa em 1º de janeiro de 2027 e tem na mira itens como:

  • Bebidas alcoólicas e açucaradas;

  • Produtos fumígenos (cigarros e relacionados);

  • Veículos, embarcações e aeronaves;

  • Bens minerais e combustíveis;

  • Concursos de prognósticos (loterias, apostas e jogos de azar).

Para o pequeno comerciante, é essencial acompanhar quais produtos da loja estarão sujeitos ao IS e manter a emissão de notas fiscais atualizada conforme as novas regras. 

4. Sistema de cashback

O cashback da Reforma Tributária é a devolução de parte dos impostos pagos no consumo, criada para reduzir desigualdades e favorecer as famílias de baixa renda.

A devolução beneficia famílias inscritas no CadÚnico, com renda de até meio salário mínimo por pessoa. Na compra, o consumidor informa o CPF na nota fiscal, e o governo calcula essa devolução.

Essa mudança reforça a importância de manter a emissão de notas fiscais correta e atualizada no seu comércio, já que os dados das compras serão usados para calcular o benefício ao consumidor.

5. Nova categoria do nanoempreendedor

O nanoempreendedor é uma nova categoria criada pela Reforma Tributária para trabalhadores autônomos que faturam até R$ 40,5 mil por ano e não aderiram ao MEI. A nova categoria foi pensada para facilitar a formalização de atividades menores, como serviços autônomos e vendas em pequena escala. 

Apesar de ter menos burocracia no início, é uma categoria que conta com menos estrutura operacional e menos benefícios. O trabalhador autônomo não emite nota fiscal como pessoa jurídica e não pode contratar funcionários.

Confira as principais diferenças entre as categorias:

Tabela comparativa entre Nanoempreendedor, MEI e Simples Nacional, avaliando faturamento anual, forma de atuação e modo de pagamento de impostos.

No dia a dia, o nanoempreendedor continua como pessoa física, mas passa a ter um CNPJ técnico e a emissão de notas fiscais depende da exigência da prefeitura de cada município. 

6. Implementação do Split Payment

O Split Payment é um mecanismo da Reforma Tributária que separa automaticamente os tributos no momento do pagamento, enviando a parcela de IBS e CBS diretamente ao governo.

  • Hoje, o fluxo funciona assim:

O cliente paga o valor bruto entra no seu caixa depois você calcula e paga os impostos.

  • Com o Split Payment, a lógica passa a ser outra:

O cliente paga o sistema separa o imposto na hora você recebe o valor líquido da venda

Antes, documento fiscal, meio de pagamento e arrecadação tributária funcionavam de formas separadas e, agora, as informações da operação na própria nota fiscal é que ajudam o sistema a identificar quanto deve ser separado de IBS e CBS no momento do pagamento.

Para o pequeno comerciante, isso significa uma mudança no fluxo de caixa, já que o valor dos tributos não vai mais estar disponível ali no caixa da loja no dia a dia. Por isso, vai ser muito importante planejar o capital de giro e contar com sistemas de gestão preparados.

Como se preparar para a Reforma Tributária e suas mudanças?

Você já sabe que a transição da Reforma Tributária será feita de forma gradual, mas é necessário ter atenção a essas mudanças desde agora. Veja como se preparar para acompanhar tudo isso com mais segurança. 

Acompanhe o cronograma da transição

A transição da Reforma Tributária começa em 2026, com uma fase de testes. Nesse período, MEI e Simples Nacional seguem no regime atual, mas já podem (e devem) acompanhar as novas regras.

Em 2027, as mudanças ganham força com a entrada da CBS. A partir de 2029, começa a redução gradual de ICMS e ISS e o avanço do IBS, até a conclusão da transição em 2033.

Para quem tem um pequeno comércio, acompanhar cada etapa ajuda a adaptar a rotina com calma, principalmente quando falamos das novas regras de emissão de notas fiscais. 

Se quiser entender esse caminho das mudanças de forma simples, vale conferir o nosso Mapa da Reforma Tributária. Além de conferir todo o cronograma da transição, você vai entender como tudo isso afeta o seu negócio. 

Revise a precificação e as formas de pagamento

Durante esse período de transição da Reforma Tributária, revisar os preços ajuda a preservar a margem de lucro dos produtos. Com a nova lógica de créditos, o valor que entra no caixa passa a ser o valor líquido, e não mais o valor bruto da venda.

Por um lado, isso traz mais simplicidade, já que você não precisa se preocupar em “guardar” o dinheiro do imposto. Mas, isso também pede mais atenção na precificação e na margem de lucro, porque esse imposto deixará de passar, mesmo que temporariamente, pelo caixa da sua loja.

Por isso, é importante rever os custos, tributos e margem de cada produto antes de refazer a precificação. Assim, você evita perder competitividade ou acabar com o caixa vazio. 

Além disso, a escolha das formas de pagamento também passa a ser estratégica. A partir de agora, ela influencia diretamente o momento em que o valor líquido vai chegar no seu caixa, a previsibilidade do recebimento e a leitura da margem da venda.

Ao informar o meio de pagamento, você envia o comando de quanto desse valor vai para o governo. Ou seja, registrar a forma de pagamento errada no sistema pode gerar uma inconsistência entre a nota emitida e o que o banco informou ao Fisco.

Tudo isso vai exigir um controle financeiro ainda maior e uma visão mais clara sobre quanto realmente entra no seu caixa todo mês. Então, é hora de ter atenção redobrada.

Organize a emissão de notas fiscais da sua loja

Homem de óculos e cabelos grisalhos, utilizando notebook e impressora de cupom fiscal sobre balcão de loja com roupas dobradas.

Organizar a emissão de notas fiscais no seu comércio é essencial para conseguir acompanhar a Reforma Tributária mantendo a conformidade fiscal. 

A partir dessa transição, a NF-e ganha ainda mais importância, já que passa a trazer informações mais detalhadas sobre IBS e CBS. Os dados registrados ajudam na apuração dos tributos e no aproveitamento correto dos créditos do novo modelo tributário.

Por isso, manter cadastros, produtos e informações tributárias atualizados ajuda a evitar erros, inconsistências e problemas na validação dos documentos pelo Fisco.

Nesse ponto, é importante contar com um sistema já preparado para acompanhar as mudanças da Reforma Tributária e os novos padrões fiscais, deixando a rotina da loja mais organizada durante a transição.

Conte com um sistema de gestão preparado

Um passo muito importante nessa preparação da Reforma Tributária é tecnológico. Um sistema de gestão preparado ajuda você a manter a emissão de notas fiscais em dia, acompanhando novos campos, regras e exigências sem complicar a rotina da loja.

No Nex, as atualizações acompanham as mudanças da Reforma Tributária, e você conta com o nosso suporte fiscal especializado para fazer toda a configuração tributária e ajudar você a manter o seu comércio operando em conformidade fiscal.

Veja como o Nex pode simplificar a transição para você:

  • Configuração única: você configura os dados tributários uma vez e o sistema cuida do resto, evitando erros;

  • Emissão ilimitada de notas fiscais: venda o quanto quiser sem travas operacionais;

  • SPED Fiscal gratuito: facilitando a entrega das obrigações sem custo adicional;

  • Conformidade inteligente: o sistema te ajuda a emitir o documento fiscal adequado, para evitar rejeições da SEFAZ; 

  • Atualizações automáticas: conforme as regras da Reforma mudarem, o Nex muda junto com você.

  • Consultoria especializada: nosso suporte fiscal especializado está aqui para tirar suas dúvidas e caminhar ao seu lado, orientando você na transição.

Assim, você não precisa acompanhar cada detalhe técnico sem ajuda. O Nex cuida dos bastidores para que a sua loja siga funcionando com tranquilidade. 

Atravesse a Reforma Tributária com mais segurança, apoio e menos burocracia. Com o Nex, a transição passa a ser apenas mais uma etapa do crescimento do seu negócio. Crie sua conta grátis e teste por 14 dias!

Conclusão

Como você viu, a Reforma Tributária traz mudanças graduais desde novos impostos e regras de emissão de notas fiscais até a rotina do comércio. Conhecer cada etapa do cronograma ajuda você a se preparar com mais tranquilidade.

Com informação, planejamento e um sistema de gestão preparado, como o Nex, fica mais fácil acompanhar a transição da Reforma Tributária e manter o negócio em conformidade. 

Até o próximo conteúdo e boas vendas!